Até que ponto os pais devem impor seus desejos aos filhos?
É óbvio que a maioria dos pais quer o melhor para seus filhos. Mas às vezes o desejo de vê-los realizados extrapola todos os limites. Sem que se dêem conta, os pais deixam suas expectativas se tornem obsessivas e terminam por colocar em risco a felicidade daqueles que mais amam. É o que acontece Anna e Giselle.
O sonho de Anna em ver a filha se tornar uma bailarina, na verdade esconde uma frustração no passado. Era ela quem queria isso para a própria vida. Mas como não conseguiu, agora deposita na filha todas as suas esperanças. Giselle, coitada, sofre horrores. Por ser forçada a dançar, desenvolveu aversão ao balé; por ser obrigada fazer dietas rigorosas, passou comer compulsivamente; e para que a mãe não descobrisse, começou a provocar o próprio vômito. Sem que a mãe sequer desconfie, Giselle está doente. Sofre de um distúrbio conhecido como bulimia, que atinge sobretudo mulheres na adolescência ou no início da fase adulta, e que requer cuidados especializados.
Mas muito além desse problema específico, a discussão aqui fica em cima do desrespeito de Anna para com a vontade da filha. Por achar que sabe exatamente que é melhor para ela, prejudica a filha. Na vontade de acertar, erra. Até que ponto os pais devem impor suas vontades aos filhos. Ë saudável que projetem neles suas próprias esperanças e experiências frustradas?
Escrito por Patrícia Emiliano às 11h20
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